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MP recorre e prefeito afastado Edson Gomes é condenado no caso dos EPIs

Edson Gomes foi condenado pela 1ª Câmara de Direito Público do TJSP
15 de março de 2019, 11h55
Atualizado em 20 de março de 2019, 12h16
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O prefeito afastado de Ilha Solteira (SP), Edson Gomes (PP), foi condenado por improbidade administrativa por ter participado de fraude e direcionamento em licitação para compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) para servidores municipais. A condenação atende a recurso do Ministério Público.

Isso porque, em primeira instância, Gomes não foi responsabilizado pelas irregularidades. Nesta etapa, foram condenados o ex-diretor de Compras do município, Isac Silva, o empresário Sérgio Fernandes Rodrigues e a empresa Fernandes Rodrigues.

Agora, Edson Gomes foi condenado pela 1ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo a ressarcir os danos causados aos cofres públicos, além do pagamento de multa.

No recurso, a Procuradoria-Geral de Justiça se manifestou alegando, entre outros pontos, que “a fraude à licitação consistiu no arremedo de procedimento licitatório, todo ele documentalmente forjado para dar a falsa aparência de que houve licitação. O superfaturamento de preço foi o incremento usado para aumentar o desvio de recursos públicos. E, por fim, a ausência de entrega dos materiais ao município de Ilha Solteira corou a ilegalidade, pois por certo o dinheiro recebido pela empresa, em grande parte, foi entregue ao alcaide e seu subordinado, tudo isso só sendo possível ante as condutas comissivas e omissivas de Isac Silva e Edson Gomes”.

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Ainda de acordo com o MP, a pesquisa de preços deveria ter sido realizada através de consulta de mercado quanto aos preços médios praticados sobre os produtos que se pretendia comprar. Porém, não foi o que ocorreu, a pesquisa de preço foi realizada somente junto à empresa que venceria a licitação.

Outro ponto mencionado pelo MP foi que um dos supostos participantes da licitação atestou que “nunca foi convidado a participar de licitação no município de Ilha Solteira”. Além disso, que sua empresa sequer fornece qualquer tipo de produto, apenas presta serviços de transporte de cana de açúcar.

A Ação Civil Pública sobre o caso dos EPIs teve início em 2012, após uma denúncia do então vereador Nilson Trindade Júnior.

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