O Instituto Federal de São Paulo (IFSP), Câmpus Ilha Solteira (SP), realiza neste sábado (7) mais uma edição da Jornada Ada Lovelace, iniciativa voltada a aproximar meninas das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
A programação está prevista para ocorrer das 8h às 12h30 e contará com 100 participantes inscritas.
Todas as vagas disponibilizadas para a edição de 2026 foram preenchidas, e as inscrições estão encerradas.
A participação é gratuita, com fornecimento de materiais e alimentação pela organização, sem custos para as famílias.
Em entrevista ao IlhaNews, a professora Simone Silva Hiraki explicou que a proposta é apresentar conhecimentos científicos e tecnológicos por meio de atividades práticas e lúdicas, sem exigir experiência anterior das participantes.
“Não é necessário nenhum conhecimento prévio”, destacou Simone, ao explicar que o objetivo é despertar o interesse pelas áreas STEM, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Cada participante poderá realizar até duas atividades, entre jogos e experiências práticas.
A programação inclui um jogo relacionado à programação computacional e outro voltado à engenharia aeronáutica.
Na área de química, as meninas serão desafiadas a formular hipóteses e testar resultados durante a montagem de uma torre de densidade de líquidos.
A experiência permite observar o comportamento de diferentes substâncias e compreender princípios científicos por meio da experimentação.
Segundo a professora, a Jornada procura mostrar às participantes que as carreiras científicas e tecnológicas também são espaços para mulheres.
“A ideia é que elas aprendam, por meio de atividades práticas e lúdicas princípios básicos das áreas STEM”, explicou Simone.
Experiência anterior
Em 2025, a primeira edição realizada no campus recebeu 130 inscrições e contou com a participação efetiva de 77 meninas.
Ao final das atividades, as participantes responderam a um questionário de satisfação sobre as experiências realizadas e as áreas científicas de maior interesse.
De acordo com Simone, o retorno das participantes foi positivo e algumas meninas que estiveram presentes no ano passado também retornarão nesta edição.
“De forma geral, no ano passado o evento foi muito bem avaliado”, afirmou.
A professora também destacou que a iniciativa busca enfrentar barreiras sociais que ainda dificultam a participação feminina em determinadas carreiras.
“Mesmo que muitas meninas demonstrem interesse inicial pelas áreas de ciência e tecnologia, barreiras sociais e estereótipos de gênero reduzem drasticamente essa participação no ensino superior e no mercado digital”, explicou.
Para Simone, o contato com atividades científicas desde a educação básica contribui para desenvolver confiança, protagonismo e novas perspectivas profissionais.
“A aplicação de projetos estruturados de STEM desde a educação básica traz contribuições práticas essenciais como a quebra de estereótipos, desenvolvimento de confiança, protagonismo e desenvolvimento de relações pessoais”, destacou.
A Jornada também está alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 da Organização das Nações Unidas (ONU), voltado à igualdade de gênero.
Com as inscrições encerradas, a edição deste sábado será dedicada às 100 participantes que já garantiram suas vagas.





