A Justiça de Ilha Solteira (SP) marcou para o dia 16 de julho, às 8h, o júri popular de Victor Nogueira Carvalho acusado de matar Taila Souza em maio de 2024.
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Victor é acusado de feminicídio contra a técnica de enfermagem e está preso desde agosto de 2024.
De acordo com a denúncia, ele e a vítima brigaram de maneira agressiva e ele a asfixiou até a morte, provavelmente, com um travesseiro.
O julgamento pelo Tribunal do Júri foi confirmado pela 14ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça, após recurso da defesa.
No recurso, a defesa de Victor chegou a pleitear a exumação do corpo de Taila com objetivo de “identificar eventuais traumas”, a fim de identificar a possibilidade de outra causa da morte.
Entretanto, o desembargador Marco de Lorenzi considerou que “há indícios suficientes apontando o recorrente como sendo o suposto autor do crime”.
Para o assistente de acusação, o advogado Darley Barros Júnior, o mais importante no Tribunal do Júri será a defesa da honra de Taila e de sua família.
“Finalmente, depois de inúmeros recursos do réu, a Justiça marcou o dia do julgamento. Nós, juntamente com a promotora, estaremos trabalhando para que ele permaneça preso e que tenha uma pena alta, compatível com o sofrimento da família de Taila”, declarou o assistente de acusação.
O Ilha News também entrou em contato com a defesa de Victor Nogueira Carvalho. Até a publicação do texto, a reportagem não havia tido retorno. O espaço segue aberto.
O caso
A técnica de enfermagem Taila de Souza dos Santos foi encontrada morta em um quarto que fica nos fundos de sua casa na Rua N, no bairro Novo Horizonte, na noite do dia 9 de maio de 2024. A morte pode ter ocorrido entre os dias 8 e 9.
Após o ocorrido, Victor passou a responder mensagem de WhatsApp se passando pela vítima, com intuito de esconder o que realmente havia acontecido.
No final da tarde do dia 9, ele enviou uma mensagem para sua mãe informando que Taila estava desacordada e pediu que chamasse o Resgate. Victor disse ainda que não ficaria na casa por medo de ser preso.
Ele chamou um carro de aplicativo e dormiu em um motel da cidade, alegando ao motorista que havia brigado com a esposa.
A mãe de Victor chegou à casa do casal e o portão estava trancado. Ela solicitou ajuda de um vizinho, que pulou o muro dos fundos da casa.
O vizinho encontrou Taila já morta deitada em um colchão no chão do quarto. O Resgate do Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a perícia foram acionadas e estiveram no local.
Victor chegou a ser preso em flagrante após se apresentar à polícia, mas conseguiu liberdade provisória na audiência de custódia, em 11 de maio de 2024.
Após recurso do Ministério Público, foi decretada a prisão preventiva, com mandado cumprido em 15 de agosto do ano passado, quando ele se apresentou à polícia em Andradina (SP).
Em março e maio do ano passado foram ouvidas as testemunhas e em julho o acusado foi interrogado.
A defesa negou a caracterização de feminicídio alegando que ocorreu uma “briga de casal” com agressões mútuas, levantando a hipótese de legítima defesa do réu.






