A família de Carmen Oliveira, vítima de feminicídio ocorrido em 12 de junho do ano passado, no Assentamento Estrela da Ilha, em Ilha Solteira (SP), está promovendo uma arrecadação de recursos para arcar com os custos da fase judicial do processo.
Um dos principais gastos nessa fase é com a contratação de um advogado para atuar como assistente de acusação, que vai auxiliar o Ministério Público no decorrer do processo.
Três pessoas são apontadas como envolvidas no crime contra a estudante universitária: duas estão presas e uma segue foragida.
Para viabilizar a arrecadação, foi criada uma rifa beneficente. Ao todo, são cinco prêmios: um almoço, um relógio de pulso, uma bicicleta, um Pix no valor de R$ 100 e uma cesta com produtos de beleza.
Interessados em adquirir números e colaborar com a família podem entrar em contato pelo perfil “Carmen Onde Está” no Instagram ou clicando neste LINK.
A rifa também pode ser adquirida pelo WhatsApp (18) 99147-3170, com Maria. Cada número custa R$ 20, e o sorteio será marcado assim que toda a rifa for vendida.
Denúncia
O inquérito policial reúne mais de duas mil páginas, incluindo depoimentos, laudos periciais, quebras de sigilo e outras provas analisadas minuciosamente.
Com base nesse material, o Ministério Público ofereceu denúncia, que foi aceita pela Justiça de Ilha Solteira.
Foram denunciados Yuri Amorim e Roberto Oliveira, ambos presos, pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.
Já Paulo Henrique Messa, que permanece foragido, foi denunciado por ocultação de cadáver e fraude processual, em razão da destruição de provas.
Com o recebimento da denúncia, os três passaram à condição de réus. Outras duas pessoas também foram indiciadas, mas terão suas condutas analisadas separadamente, uma vez que os crimes atribuídos a elas não possuem relação direta com o feminicídio.
O corpo
O corpo de Carmen continua desaparecido. E a pergunta que segue ecoando entre os moradores de Ilha Solteira permanece sem resposta: “Onde está Carmen?”







