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Caso Maria Júlia: Jean vai a júri por feminicídio

O juiz decidiu que Jean Gomes acusado pela morte de Maria Júlia será submetido ao Tribunal do Júri.

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O juiz Rafael Almeida Moreira de Souza, de Ilha Solteira (SP), decidiu que Jean Gomes de Menezes Santana acusado pela morte de Maria Júlia Martins Quintino da Silva será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

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A prisão preventiva será mantida, pois, de acordo com a sentença de pronúncia, Jean é “pessoa fria e potencialmente perigosa”.

Agora, Jean, seus advogados e o Ministério Público serão intimados da sentença. Em seguida, o caso será encaminhado ao Tribunal do Júri.

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A sentença de pronúncia ocorre logo após a instrução preliminar. O juiz estando convencido da materialidade do crime e da existência de indícios de autoria, deve pronunciar o réu.

Neste momento, Jean não é julgado pelo crime. A sentença de pronúncia apenas remete o réu ao Júri, cabendo ao tribunal popular a análise e julgamento.

Resumindo, o juiz apenas decidiu que Jean deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio quadruplamente qualificado.

Isso significa que Jean matou Maria Júlia com quatro qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, o feminicídio.

Por estar em segredo de justiça, não é possível obter mais informações sobre o andamento do processo.

Caso Maria Júlia

Maria Júlia, de 17 anos, foi atacada, em abril de 2018, por Jean, seu ex-namorado, na esquina da viela onde morava com colegas de faculdade, no Passeio Batalha.

Ela seguia para o campus II da Unesp de Ilha Solteira, quando foi surpreendida por Jean, que a atacou com uma faca.

Desesperadas, colegas ainda tentaram socorrer a jovem universitária, mas Maria Júlia não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Exame no corpo da universitária apontou 35 facadas. O crime causou grande comoção na comunidade unespiana, que fez vigília em frente à Delegacia de Polícia.

Jean fugiu de carro levando a faca utilizada no crime. O carro foi encontrado horas depois em uma fazenda, mas ele conseguiu fugir.

Jean foi preso pela Polícia Militar dois dias depois, em Pereira Barreto (SP), quando tentava pegar carona.

Na chegada a Ilha Solteira, uma multidão aguardava pedindo por justiça. O ex-namorado acabou confessando o crime.

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