A Justiça de Ilha Solteira (SP) condenou 20 integrantes da organização criminosa conhecida por atuar dentro e fora dos presídios.
A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investigou a atuação da facção em Ilha Solteira.
As penas dos 20 condenados variam de três a 17 anos de prisão em regime inicial fechado por crimes como integrar organização criminosa e tráfico de drogas.
Segundo o Ministério Público, durante as investigações, envolvendo inclusive interceptações telefônicas, foi comprovado que, em Ilha Solteira, havia forte atuação de membros e simpatizantes do PCC no tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio, existindo uma estrutura criminosa organizada e hierarquizada.
“Assim, não remanesceu dúvida do significativo potencial lesivo das ações empreendidas pela organização criminosa, da periculosidade dos envolvidos e dos prejuízos sociais que estão sendo causados pelas reiteradas práticas criminosas”, anotaram na denúncia os promotores Marcelo Sorrentino Neira e Flavia de Lima e Marques.
O processo tramita em segredo de Justiça e é consequência de uma megaoperação realizada pelo Gaeco, em janeiro de 2018, para cumprir mandados de prisão em Ilha Solteira, Castilho (SP), Pereira Barreto (SP) e Três Lagoas (MS).
Em maio do ano passado, a Avenida Brasil Norte, em frente ao Fórum de Ilha Solteira, teve que ser fechada por motivos de segurança durante vários dias para a audiência desses 20 acusados.