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Ilhense é encontrado morto em cela 2 horas após ser preso em Rio Preto; Corregedoria apura

Anderson Henrique Lima Silva, de 38 anos, estava foragido da Justiça de Pereira Barreto por estelionato.
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Central de Flagrantes de Rio Preto. Foto: Google Maps

A Corregedoria da Polícia Civil abriu investigação para apurar o caso de um morador de Ilha Solteira (SP) que foi encontrado morto dentro de uma cela da Central de Flagrantes de São José do Rio Preto (SP) apenas duas horas após ser preso.

Anderson Henrique Lima Silva, de 38 anos, estava foragido da Justiça e foi abordado no último dia 14 pela Polícia Militar de Rio Preto, por volta das 18h, enquanto andava por uma rua do Residencial California.

Após pesquisas nos sistemas policiais, foi constatado um mandado de prisão preventiva expedido no dia 25 de junho, pela 1ª Vara de Pereira Barreto (SP), pelo crime de estelionato.

Ele foi conduzido à Central de Flagrantes e Atendimentos, onde foi formalizada a prisão. Após isso, por volta das 19h10, ele passou por revista pessoal minuciosa, sendo retirados os pertences que pudessem oferecer riscos à sua integridade física ou de terceiros, como sapatos, cintos, colares e outros adornos.

Foi permitido que ele permanecesse apenas com as vestimentas mínimas, calça e camisa, conforme prática regular e protocolo de segurança, resguardando a dignidade do preso.

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Ele seria conduzido à carceragem da Delegacia Seccional de Rio Preto, ficando à disposição da Justiça. Porém, cerca de uma hora depois, às 20h, um investigador constatou que Anderson estava desacordado pendurado pelo pescoço no teto da cela com a própria camisa que vestia.

“Imediatamente, todos os policiais civis da equipe entraram na cela e, com uso de um canivete, cortaram o tecido que sustentava o preso, procedendo à sua retirada e iniciando, de forma urgente e diligente, manobras de reanimação cardiopulmonar, com o intuito de preservar sua vida”, conforme trecho do boletim de ocorrência.

Foi solicitado por telefone o apoio do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), que esteve no local e atestou a morte às 20h30.

O corpo de Anderson foi encaminhado ao IML para exame necroscópico e liberação à família. A perícia técnica também foi acionada e esteve no local.

O boletim de ocorrência menciona ainda que a conduta dos policiais envolvidos “foi pautada pela legalidade, zelo e respeito à integridade física e à dignidade da pessoa custodiada, não havendo qualquer indício de omissão, abuso ou irregularidade na condução da prisão e posterior custódia”.

Anderson Henrique Lima Silva foi sepultado no Cemitério Municipal de Ilha Solteira na última quarta-feira (16).

Prisão preventiva

A prisão preventiva de Anderson Henrique foi decretada pela Justiça de Pereira Barreto, no dia 26 de junho, a pedido do Ministério Público.

O MP alegou que, desde de 2024, ele vinha praticando “condutas criminosas para obtenção de vantagens ilícitas mediante dissimulação consistente em fazer passar por funcionário ou pessoa com alguma relação com a empresa Unimed, gerando prejuízos financeiros de expressiva monta nas comarcas de São Paulo e São José do Rio Preto”.

Ele era investigado por ter dado calote em pelo menos três hotéis. Ele pedia um quarto, se passando por funcionário da rede de convênio médico, mas fugia após usufruir de toda infraestrutura por dias.

O delegado Miguel Rocha informou também que Anderson Henrique era suspeito de estelionato em diversos boletins de ocorrência registrados em Ilha Solteira e em Três Lagoas (MS).

Procure ajuda
Caso você tenha pensamentos suicidas, procure ajuda especializada como o Centro de Valorização da Vida-CVV (cvv.org.br), que funciona 24 horas por dia (inclusive aos feriados) pelo telefone 188 e também atende por e-mail e chat.


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