O Diretório Acadêmico “Marco Eustáquio de Sá”, da Unesp de Ilha Solteira, se manifestou, ontem (29), sobre o episódio envolvendo um professor da instituição acusado de fotografar adolescentes sem consentimento dentro de um supermercado.
O D.A. considera o episódio “gravíssimo” e denunciou que não é um caso isolado, “é uma situação que envolve menores de idade, viola direitos, fere a ética e exige resposta imediata da universidade. O silência também é uma forma de conivência”.
Diante disso, o Diretório Acadêmico está cobrando da Direção da Unesp de Ilha Solteira um posicionamento público, além de “abertura de apuração rigorosa dos fatos e adoção de medidas concretas, com transparência e responsabilidade”.
No Instagram do D.A, a Chapa Chinelada afirma que “a universidade precisa ser espaço de proteção, não de medo. Não aceitamos omissão, relativização ou demora”.
O Diretório Acadêmico, entidade estudantil que representa os alunos de todos os cursos da Unesp de Ilha Solteira, pede ainda que:
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👉 Compartilhe para que esse caso não seja ignorado
👉 Seguiremos acompanhando e cobrando providências
Outras instituições estudantis da Unesp de Ilha Solteira também se manifestaram publicando ou compartilhando as notas de repúdio.
Confira abaixo na íntegra a nota de repúdio do Diretório Acadêmico “Marco Eustáquio de Sá”:
Nugens e OVE
O Núcleo de Apoio e Discussão de Gênero e Sexualidade (Nugens) e o Observatório de Vivências Estudantis (OVE) também se posicionaram e publicaram uma nota de repúdio
As duas instituições se posicionaram “com indignação e preocupação”. Para o Nugens e o OVE, o qu aconteceu “não é banal, não é ‘mal-entendido’ e não pode ser normalizado”.
Para as duas instituições, “fotografar meninas sem autorização é violência. Viola limites, produz medo e marca profundamente quem passa por isso. Quem já viveu situações semelhantes sabe o quanto esses episódios permanecem no corpo e na memória”.
Para o Nugens e o OVE, “a informação de que o homem envolvido é professor torna tudo ainda mais grave. Quem ocupa espaços de formação deve ser parte da proteção – nunca da ameaça”.
Assim como o Diretório Acadêmico, Nugens e OVE também cobram posicionamento público da Unesp. “Instituições educacionais não podem se calar diante de situações que envolvem violência de gênero e violação de direitos de crianças e adolescentes”.
Em nota, Nugens e OVE ainda reafirmam sua solidariedade às adolescentes envolvidas e às suas famílias, “e reforçam que a responsabilização não deve se limitar à esfera penal, mas também ética, social e institucional”.
Confira abaixo na íntegra a nota de repúdio conjunta do Nugens e do OVE:
O caso
O professor, de 67 anos, foi flagrado tirando fotos de três adolescentes, no último dia 26, dentro de um supermercado da Avenida Brasil Norte.
De acordo com o boletim de ocorrência, as adolescentes, todas com 14 anos de idade, e um mulher de 22 anos foram fotografadas dentro do estabelecimento pelo professor.
A Polícia Militar foi acionada e testemunhas afirmaram que ele já teria fotografado clientes do supermercado outras vezes.
Ao Ilha News, uma das adolescentes disse que percebeu o celular virado para a direção dela e das duas amigas. Ao perceberem, começaram a encarar o professor, que tentou disfarçar o que estava fazendo. Porém, segundo ela, a câmera do celular estava ligada.
A adolescente disse ainda que um homem foi por trás do professor e confirmou que ele estava tirando fotos sem consentimento.
A descoberta gerou um princípio de confusão no supermercado, com o homem sendo ameaçado de agressão. Após a chegada da PM, o homem foi encaminhado ao Pronto-Socorro do Hospital Regional e à Delegacia de Polícia, onde foi ouvido liberado.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, não foi lavrado flagrante tendo em vista não ter havido ato libidinoso, tampouco as fotos envolveram cena de sexo. O celular foi apreendido e deve passar por perícia.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A delegada Carolina Tucunduva informou que todos os envolvidos já prestaram depoimentos e o celular apreendido passará por perícia.
Unesp
O Ilha News entrou em contato com a Direção da Unesp de Ilha Solteira e aguarda resposta.







