Os advogados Rogério de Souza Silva e Dôgris Gomes de Freitas retomaram a defesa de Jean Gomes de Menezes Santana, acusado de matar a estudante Maria Júlia Martins Quintino da Silva, em abril de 2018.
Eles haviam sido destituídos por abandono pelo juiz Fauler Felix de Avila, que também multou os dois defensores em quase R$ 10 mil.
A decisão que devolveu ambos ao caso traz que, embora tenham sido destituídos por abandono, “é direito fundamental do acusado ver-se defendido por advogados de sua confiança, em decorrência do princípio da ampla defesa.
Em razão disso, o juiz deferiu o pedido dos defensores e já determinou, novamente, prazo de cinco dias, para apresentarem as alegações finais, na forma de memoriais.
Apesar da decisão que permitiu os advogados voltarem ao caso, o juiz determinou que a multa de dez salários mínimos, imposta junto com a destituição, seja inscrita na dívida ativa.
Caso Maria Júlia
Maria Júlia, de 17 anos, foi atacada por Jean, seu ex-namorado, na esquina da viela onde morava com colegas de faculdade, no Passeio Batalha.
Ela seguia para o campus II da Unesp de Ilha Solteira, quando foi surpreendida por Jean, que estaria escondido atrás de um muro com uma faca.
Desesperadas, colegas ainda tentaram socorrer a jovem universitária, mas Maria Júlia não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Exame no corpo da universitária apontou 35 facadas. O crime causou grande comoção na comunidade unespiana.
Jean Gomes fugiu de carro levando a faca utilizada no crime. O carro foi encontrado horas depois em uma fazenda, mas ele conseguiu fugir.
Jean foi preso pela Polícia Militar dois dias depois, em Pereira Barreto (SP), quando tentava pegar carona.
Na chegada a Ilha Solteira, uma multidão aguardava pedindo por justiça. O ex-namorado acabou confessando o crime.