O delegado de polícia de Ilha Solteira (SP), Miguel Rocha, declarou que já pediu a prorrogação das prisões temporárias de Yuri Amorim e Roberto Almeida, os dois principais suspeitos pelo desaparecimento de Carmen Oliveira, ocorrido em 12 de junho.
O responsável pela investigação afirma que a prorrogação é necessária para o andamento da investigação que aguardam, principalmente, laudos periciais.
Os pedidos do delegado aguardam decisão judicial sobre as prorrogações. As prisões temporárias por 30 dias expiram na próxima sexta-feira (8).
Rocha revelou ainda que a defesa de Yuri já teve acesso total ao depoimento dado pelo policial militar ambiental da reserva, que o acusa de ter matado Carmen e ocultado o corpo.
Foi com base no depoimento de Roberto que os policiais civis localizaram pedaços de um telefone celular que pode ser da estudante universitária desaparecida.
O delegado esclareceu também que, por enquanto, não pretende ouvir novamente o suspeito Yuri, que desde o início nega o crime.
Depoimentos
Os dois principais suspeitos pelo envolvimento no desaparecimento de Carmen foram presos no dia 10 de julho. No primeiro depoimento, ambos negaram o crime.
No dia 28 de julho, Yuri foi ouvido em uma cadeia de São José do Rio Preto (SP). Ele negou participação no crime.
Já no dia seguinda, 29 de julho, Roberto disse à polícia que esteve no sítio de Yuri, no Assentamento Estrela da Ilha, no dia 12 de junho e que ao chegar viu Carmen morta na varanda da casa.
Segundo ele, Carmen foi morta com uma pancada na cabeça. Enquanto ainda estava no sítio, Yuri teria utilizado sua caminhonete para ocultar o corpo, mas que não o acompanhou.
Roberto disse ainda que, mais tarde, ajudou Yuri a se livrar do celular de Carmen e de um balde contendo terra com sangue.
A Polícia Civil segue a investigação a partir dos novos elementos apresentados por Roberto nesse último depoimento. Inclusive, depoimentos de pessoas mencionadas por ele já estão marcados.
O caso
Carmen, de 26 anos, era uma mulher trans, aluna da Unesp de Ilha Solteira, cursava o último ano de Zootecnia. Ela está desaparecida desde o dia 12 de junho, quando saiu do campus 2 da faculdade, após fazer uma prova. Yuri estudava na mesma sala.
A Polícia Civil aponta Yuri Amorim e Roberto Oliveira como principais suspeitos pela morte e ocultação do corpo de Carmen.
Os dois estão presos temporariamente. Yuri está em uma cadeia de São José do Rio Preto (SP). Já Roberto está no presídio militar Romão Gomes, na capital paulista.
A Polícia Civil, com apoio da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros, do canil do Baep de Presidente Prudente (SP), da Marinha e até de profissionais voluntários, realizou várias buscas no sítio de Yuri e no Rio São José dos Dourados, mas sem sucesso.
Carmen e Yuri se conheciam há 15 anos. A Polícia Civil não informou há quanto tempo Yuri e Roberto se conhecem.
Desde o desaparecimento, amigos e familiares têm atuado, incansavelmente, nas buscas e realizado manifestações cobrando agilidade da investigação.
Até uma exposição foi realizada com fotografias e poemas de autoria da vítima. “Na Pele de Carmen” continua aberta ao público nesta semana.
O caso que começou a ser investigado como desaparecimento de pessoa, agora é investigado como feminicídio. Carmen está desaparecida há 55 dias.
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