O pioneiro Adilson Florentino Nascimento morreu, ontem (18), aos 70 anos. Ele deixa a esposa Graça e os filhos Melissa e Fabrício.
Adilson estava em Selvíria (MS) disputando um amistoso de Vôlei Adaptado, quando passou mal e não resistiu.
O velório acontece na Loja Maçônica Luz e Trabalho, perto da Câmara Municipal. O sepultamento está prevista para às 17h30, no cemitério municipal.
Teatro, emancipação, APP, Pantera, AdilSon, Grupo Paiol, jatinho da Ilha, Festival de Dublagem, esportes, Adilson era conhecido e se destacava em tudo que se propos a fazer.
O último registro de Adilson feito pelo Ilha News foi no lançamento do documentário sobre os 35 anos da Fundação Cultural de Ilha Solteira, no dia 28 de junho.
Em 2019, Adilson Florentino Nascimento recebeu da Câmara Municipal de Ilha Solteira o Título de Cidadão Ilustre, proposto pelo ex-vereador Rodrigo Kokim.
“Quando se tem um profissional especialista, seja nas artes ou nos esportes, ministrando seus conhecimentos de professores dizemos que são destaques nas suas áreas, mas quando temos alguém que além dos afazeres e obrigações junto à empresa Cesp, ainda participava e contribuía grandemente para a formação cultural do nosso município, assim como fez Adilson Florentino Nascimento, podemos dizer que temos um cidadão ilustre, justificou o parlamentar.
No ano passado, a Mostra de Teatro Estudantil recebeu seu nome, por indicação do vereador Ricardo Casagrande.
A história de Adilson
A história de Adilson Florentino Nascimento se entrelaça com a história de Ilha Solteira (SP).
Nascido na cidade de Joanésia (MG), em 11/05/1954, é filho de barrageiros que atuaram na construção da nossa cidade.
A família de Adilson chegou em fevereiro de 1969, vinda da Vila Piloto, onde seu pai Euclides Florentino Nascimento trabalhou na construção da UHE Jupiá.
Aqui, Adilson estudou, formou e se tornou funcionário da Cesp, em 1974, passando a integrar a equipe de comunicação da empresa, no cargo de relações públicas, lugar este galgado por seu talento, empatia e desenvoltura.
Também conheceu Deolinda das Graças de Sordi Nascimento, com quem casou e teve dois filhos: Melissa Cristina Nascimento e Fabrício Florentino Nascimento, hoje já adultos e munícipes notórios em nossa cidade por suas atividades profissionais.
Adilson se formou em Educação Artística, em Jales (SP), e em Turismo, em Andradina (SP).
Carinhosamente apelidado de “jatinho da Ilha”, no tempo em que disputava Atletismo, foi campeão recordista dos Jogos Estaduais da Cesp, em Araraquara (SP), na modalidade dos 100 metros rasos, sua especialidade.
Sua aptidão esportiva inspirou seu filho Fabrício a ser formar no segmento.
No ano de 1975, juntamente com professores e alunos do Colégio Integrado de Urubupungá (CIU), formou um grupo de teatro para representar Ilha Solteira no Festival de Teatro de Castilho (SP).
Dos sete prêmios em disputa, o grupo ganhou cinco deles, sendo o de melhor ator para Adilson, interpretando João Grilo, na peça “O Auto da Compadecida”.
No dia 18 de setembro de 1977, em sua casa, junto com outros participantes, foi fundado o “Grupo Paiol – Teatro, Poesia e Dança”.
O Grupo Paiol levou o nome de Ilha Solteira para os principais Festivais de Teatro do Estado de São Paulo e por toda a região Noroeste paulista.
Montagens históricas como “O Auto da Compadecida”, “O Pagador de Promessas”, “Roque Santeiro”, e “O Casamento Suspeito” renderam vários prêmios, dentre eles o mais importante: o “Prêmio Governador do Estado”, tendo Adilson como ator revelação.
Despertou interesse do famoso ator Procópio Ferreira, que o convidou para fazer parte de sua companhia, em São Paulo. Por pouco, Adilson deixou de ser ilhense.
Foi presidente da Associação Comercial de Ilha Solteira entre 88 e 89.
Membro ativo da Comissão de Emancipação de Ilha Solteira. Participou da Diretoria do Clube Seis, da Fundação Cultural e de vários movimentos culturais e esportivos da cidade.
Ainda na Cesp, organizou o primeiro festival de Viola Caipira, repetindo em outras duas edições.
Promoveu eventos e trouxe para Ilha Solteira ícones da música, como Chitãozinho & Xororó e Fevers.
Foi colaborador do Festival Nacional de MPB e chegou até a apresentar o festival, substituindo a ausência do convidado especial, o jornalista Hermano Henning.
Foi criador dos Festivais de Dublagem, mobilizando centenas de jovens, lotando os salões dos clubes e a Casa da Cultura.
Nos anos 80, Adilson foi pioneiro na implantação de uma rádio comunitária, a conhecida APP, quando instalou caixas de som nos postes da Avenida Brasil e transmitia durante todo o dia, além de uma seleta programação musical, informes de utilidade pública, notícias e divulgação do comércio local.
Mas foi no teatro que se tornou o maior representante da cultura ilhense.
Nunca deixou os palcos. Sempre é convidado a ser mestre de cerimônias ou colocar luz e som nos eventos em nossa cidade, mas o teatro ainda é a sua paixão.
Paixão esta que influenciou sua filha Melissa, hoje atriz e profissional em Artes Cênicas, que segue incentivando o teatro na cidade.
Em 2019 completou 50 anos de atividade teatral e coroou este feito contracenando pela primeira vez com sua neta Beatriz, a terceira geração, fruto dessa dedicação.
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