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Ilha Solteira institui Política Municipal de Alfabetização

Decreto estabelece cinco eixos de atuação para a rede de ensino, mas metas, ações específicas e cronograma ainda serão detalhados.
3 de novembro de 2026, 17h42
Ilha Solteira instituiu a Política Municipal de Alfabetização
Foto: Pixabay

A Prefeitura de Ilha Solteira (SP) instituiu a Política Municipal de Alfabetização, que estabelece diretrizes para melhorar a aprendizagem de leitura e escrita, acompanhar o desempenho dos estudantes e reduzir desigualdades educacionais na rede municipal.

A medida foi oficializada pelo Decreto nº 7.757, de 27 de outubro de 2026, publicado no Semanário Oficial Eletrônico do Município (SOEM).

A nova política prevê ações articuladas entre a Secretaria Municipal de Educação, as unidades escolares, o Comitê Estratégico Municipal de Alfabetização e o Conselho Municipal de Educação.

O objetivo é organizar o planejamento pedagógico e fortalecer as condições para que as crianças desenvolvam as aprendizagens essenciais.

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Embora a regulamentação já esteja em vigor, o decreto não apresenta metas numéricas de alfabetização, valores específicos de investimento ou datas para execução das ações.

Esses elementos deverão constar de um documento complementar, a ser elaborado com base no diagnóstico da rede municipal de ensino.

Cinco áreas orientarão as ações

A Política Municipal de Alfabetização está organizada em cinco eixos:

  1. governança e gestão
  2. formação dos profissionais da educação
  3. infraestrutura e recursos pedagógicos
  4. avaliação da aprendizagem
  5. valorização de boas práticas

Entre os objetivos estão o fortalecimento do ensino de leitura e escrita, a recomposição das aprendizagens dos estudantes com defasagens e a ampliação da formação continuada dos profissionais da educação.

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O decreto também prevê maior articulação entre a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, além da participação das famílias e da comunidade no processo educacional.

As medidas deverão considerar as necessidades identificadas nas escolas, respeitando as diferenças entre os estudantes e buscando reduzir desigualdades de aprendizagem.

Metas dependerão de diagnóstico da rede

O texto determina que a implementação seja orientada por metas progressivas e mensuráveis, definidas a partir de um diagnóstico da educação municipal.

Para acompanhar os resultados, poderão ser utilizados indicadores como o Indicador Criança Alfabetizada (ICA), o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), avaliações estaduais e testes de fluência leitora.

Também deverão ser consideradas as avaliações diagnósticas e formativas realizadas pela própria rede municipal, permitindo identificar dificuldades de aprendizagem e orientar intervenções pedagógicas.

A regulamentação estabelece que os resultados do monitoramento sejam utilizados no planejamento da Secretaria de Educação, das equipes gestoras e dos professores.

O acompanhamento deverá ocorrer periodicamente, mas o decreto não define a frequência dessas avaliações.

Documento complementar deverá detalhar a execução

Uma das principais etapas previstas é a elaboração de um documento específico da Política Municipal de Alfabetização.

Esse material deverá apresentar diagnóstico educacional, prioridades, estratégias, ações, responsabilidades, metas, indicadores e cronograma de implementação.

A elaboração ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, com participação do Comitê Estratégico Municipal de Alfabetização e de outros representantes envolvidos na educação.

Após a elaboração, o documento deverá ser submetido à apreciação do Conselho Municipal de Educação, conforme as competências estabelecidas na legislação local.

O decreto menciona o Comitê Estratégico Municipal de Alfabetização como instância instituída por ato próprio, responsável pela articulação, coordenação e acompanhamento da política. O texto analisado, porém, não identifica esse ato nem apresenta a composição do comitê.

Recursos e implementação

A regulamentação prevê que as ações sejam desenvolvidas conforme a disponibilidade orçamentária e financeira do município, observando os instrumentos de planejamento e as dotações existentes.

O texto também permite parcerias com instituições de ensino superior, órgãos públicos e organizações da sociedade civil para o desenvolvimento de iniciativas relacionadas à alfabetização.

A política deverá observar as diretrizes do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e as normas educacionais aplicáveis, além de considerar as características da rede municipal de ensino.

Com a publicação do decreto, Ilha Solteira passa a contar com uma política formal de alfabetização. A próxima etapa será verificar como as diretrizes serão transformadas em ações nas escolas, quais metas serão estabelecidas e quando os resultados poderão ser avaliados.

O IlhaNews acompanhará a elaboração do documento complementar e a divulgação dos indicadores de aprendizagem para verificar a implementação das medidas previstas.

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