PUBLICIDADE
Setembro Amarelo

Ilha Solteira ganha lei para incentivar agricultura urbana e hortas comunitárias

Nova legislação prevê ações de agricultura urbana e periurbana, como hortas comunitárias e escolares, capacitação de produtores e identificação de áreas aptas ao cultivo.
17 de setembro de 2026, 03h25
Ilha Solteira institui diretrizes para hortas urbanas
Foto: Arquivo/IlhaNews

A nova legislação teve origem no Projeto de Lei nº 42/2026, de autoria do vereador Alex Rocha (PL), apresentado em maio e aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal em agosto.

PUBLICIDADE
anuncio-teste-780-195

Entre as diretrizes estabelecidas estão ações voltadas à segurança alimentar, sustentabilidade, inclusão produtiva e geração de renda.

A lei também prevê que a agricultura urbana seja integrada a políticas de alimentação, projetos educacionais, compostagem, reciclagem orgânica e iniciativas envolvendo áreas como Agricultura, Meio Ambiente, Educação, Saúde e Assistência Social.

Áreas para cultivo poderão ser identificadas

Um dos pontos da nova lei determina que o Município considere a agricultura urbana e periurbana em seus instrumentos jurídicos, tributários, ambientais e financeiros de planejamento.

Entre as possibilidades está a identificação de áreas urbanas e periurbanas aptas ao cultivo sustentável.

A agricultura urbana também poderá ser considerada em futuras revisões dos instrumentos municipais de desenvolvimento urbano.

Isso, entretanto, não modifica automaticamente o Plano Diretor de Ilha Solteira. A própria legislação estabelece que eventual incorporação deverá ser avaliada pelo Poder Executivo.

Hortas comunitárias e escolares

A lei autoriza o Executivo a instituir programas municipais específicos de Agricultura Urbana e Periurbana.

Esses programas poderão contemplar capacitação técnica de produtores e comunidades, incentivo a tecnologias sustentáveis, hortas comunitárias, escolares ou institucionais, além de parcerias com empresas, entidades públicas e instituições de pesquisa.

Na justificativa apresentada à Câmara, Alex Rocha argumentou que a proposta busca adequar Ilha Solteira às diretrizes da legislação federal e ampliar possibilidades de políticas públicas relacionadas à sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, educação para o cultivo, inclusão produtiva e aproveitamento de áreas urbanas e periurbanas.

Lei não cria programa imediatamente

A sanção da lei não significa que hortas ou novos programas municipais começarão a funcionar imediatamente.

O texto estabelece as diretrizes que poderão orientar essas iniciativas.

A própria legislação determina que sua execução dependerá da disponibilidade financeira e orçamentária do Município e não cria automaticamente novas despesas.

A Lei nº 2.811 entrou em vigor com sua publicação no Semanário Oficial.

PUBLICIDADE