Mesmo após mais de mil doses aplicadas durante a Campanha de Multivacinação, a Secretaria Municipal de Saúde estima que entre 10% e 15% das crianças de Ilha Solteira (SP) ainda tenham alguma vacina em atraso.
Entre adolescentes do sexo masculino, a proporção estimada é ainda maior e pode chegar a 25%.
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Os números foram informados pela Vigilância em Saúde ao IlhaNews no balanço da campanha realizada entre 3 de agosto e 1º de setembro.
No caso dos adolescentes, a situação apresenta diferença entre os sexos. A estimativa de atraso vacinal varia entre 5% e 10% entre meninas e entre 20% e 25% entre meninos.
Mais de mil vacinas aplicadas
Durante aproximadamente um mês de campanha, foram administradas 1.028 doses de vacinas em Ilha Solteira.
Com 632 pessoas foram vacinadas no período, a Secretaria Municipal de Saúde considerou a adesão satisfatória.
Na comparação com a campanha realizada em 2025, a adesão neste ano foi 35,5% maior, representando aproximadamente 365 doses a mais.
Somente no Dia D da Multivacinação, realizado em 22 de agosto, foram aplicadas 175 doses.
As três vacinas mais aplicadas durante a campanha foram Influenza Trivalente, Dupla Adulto (Tétano) e Poliomielite.
Crianças menores de 1 ano preocupam
Apesar do avanço registrado durante a campanha, ainda existem coberturas abaixo do nível considerado ideal.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, para as vacinas em geral, a cobertura considerada ótima deve ficar acima de 95%.
As maiores preocupações atualmente estão concentradas entre crianças menores de 1 ano e aquelas que completaram 4 anos, justamente faixas etárias que recebem primeiras doses e reforços importantes contra doenças como poliomielite, difteria, tétano e coqueluche.
O painel apresentado pela Secretaria mostra, por exemplo, entre menores de 1 ano, cobertura de 88,89% para Poliomielite, Meningocócica Conjugada, Pentavalente e Rotavírus.
Febre Amarela e Pneumocócica Conjugada aparecem com 92,31%.
Entre as crianças de 4 anos, a cobertura apresentada é de 94,44% para o segundo reforço da DTP, 92,06% para a segunda dose da Varicela e 99,21% para o reforço da Febre Amarela.
Algumas vacinas melhoraram; outras tiveram queda
A Vigilância em Saúde informou que houve melhora significativa nas coberturas de Hepatite A Infantil, Meningocócica Conjugada e Febre Amarela ao longo de 2026.
Por outro lado, foi registrada uma discreta queda entre crianças menores de 1 ano nas coberturas de Rotavírus, Pneumocócica Conjugada, Poliomielite e Pentavalente, vacinas previstas para os primeiros meses de vida.
Há também imunizantes e faixas etárias que já ultrapassam a referência de 95%.
O painel fornecido pela Saúde aponta, entre crianças de 1 ano, 109,40% para a primeira dose da Tríplice Viral, 102,56% para o primeiro reforço da Pneumocócica Conjugada e 101,71% para o primeiro reforço da Poliomielite.
Saúde faz busca ativa
Para tentar localizar crianças e adolescentes com doses atrasadas, as equipes de Saúde da Família utilizam informações do prontuário eletrônico, registros das vacinas aplicadas e datas previstas para as próximas doses.
Quando são identificados atrasos, a busca ativa pode envolver ligações telefônicas, contato por aplicativos de mensagens e visitas domiciliares.
Perdeu a campanha? Ainda dá para atualizar
O encerramento da Multivacinação não impede que crianças, adolescentes ou adultos coloquem as doses em dia.
Atualmente, as quatro UBSFs de Ilha Solteira possuem vacinação de rotina:
- UBSF Maria Ângela Paro de Toledo Barros — Sul
- UBSF Sylvia Tucunduva da Silva — Norte
- UBSF José Ernesto Oliveira — Jardim Aeroporto
- UBSF Bela Vista — Bela Vista
As salas de vacinação funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. O atendimento é realizado por livre demanda, sem necessidade de agendamento.
É necessário apresentar documento de identificação e, caso possua, a caderneta de vacinação.
Segundo a Secretaria, atualmente todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização estão disponíveis no município, embora eventualmente possa haver estoque reduzido de algum imunizante.
A Saúde cita como exemplo a Pneumocócica 20, recentemente introduzida na rede SUS.
A vacinação é uma das principais medidas de prevenção e proteção contra doenças imunopreveníveis. Por isso, mesmo após o encerramento da campanha, é importante que a população aproveite a disponibilidade das salas de vacina para atualizar suas cadernetas. A atualização da vacinação contribui não apenas para a proteção individual, mas também para a proteção de toda a comunidade, ressalta Nayane Soares Pena Iesenco, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde.
Perdeu a caderneta?
Também é possível verificar a situação vacinal mesmo para quem perdeu a caderneta ou não sabe quais doses já tomou.
Nesse caso, a orientação é procurar a unidade de saúde de referência.
As equipes podem consultar registros físicos e eletrônicos disponíveis nos sistemas municipal e nacional para recuperar o histórico e, quando possível, emitir uma segunda via da caderneta de vacinação.
A Vigilância em Saúde orienta que moradores que não participaram da campanha ou tenham dúvidas sobre sua situação vacinal procurem a unidade de referência para verificar quais doses ainda são necessárias.




