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Setembro Amarelo

Até 15% das crianças de Ilha Solteira estão com vacinas atrasadas, diz Saúde

Campanha aplicou 1.028 doses e teve adesão 35,5% maior que em 2025, mas Saúde aponta grupos que continuam abaixo da cobertura considerada ideal.
15 de setembro de 2026, 05h20
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Mesmo após mais de mil doses aplicadas durante a Campanha de Multivacinação, a Secretaria Municipal de Saúde estima que entre 10% e 15% das crianças de Ilha Solteira (SP) ainda tenham alguma vacina em atraso.

Entre adolescentes do sexo masculino, a proporção estimada é ainda maior e pode chegar a 25%.

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No caso dos adolescentes, a situação apresenta diferença entre os sexos. A estimativa de atraso vacinal varia entre 5% e 10% entre meninas e entre 20% e 25% entre meninos.

Mais de mil vacinas aplicadas

Durante aproximadamente um mês de campanha, foram administradas 1.028 doses de vacinas em Ilha Solteira.

Com 632 pessoas foram vacinadas no período, a Secretaria Municipal de Saúde considerou a adesão satisfatória.

Na comparação com a campanha realizada em 2025, a adesão neste ano foi 35,5% maior, representando aproximadamente 365 doses a mais.

Somente no Dia D da Multivacinação, realizado em 22 de agosto, foram aplicadas 175 doses.

As três vacinas mais aplicadas durante a campanha foram Influenza Trivalente, Dupla Adulto (Tétano) e Poliomielite.

Crianças menores de 1 ano preocupam

Apesar do avanço registrado durante a campanha, ainda existem coberturas abaixo do nível considerado ideal.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, para as vacinas em geral, a cobertura considerada ótima deve ficar acima de 95%.

As maiores preocupações atualmente estão concentradas entre crianças menores de 1 ano e aquelas que completaram 4 anos, justamente faixas etárias que recebem primeiras doses e reforços importantes contra doenças como poliomielite, difteria, tétano e coqueluche.

O painel apresentado pela Secretaria mostra, por exemplo, entre menores de 1 ano, cobertura de 88,89% para Poliomielite, Meningocócica Conjugada, Pentavalente e Rotavírus.

Febre Amarela e Pneumocócica Conjugada aparecem com 92,31%.

Entre as crianças de 4 anos, a cobertura apresentada é de 94,44% para o segundo reforço da DTP, 92,06% para a segunda dose da Varicela e 99,21% para o reforço da Febre Amarela.

Algumas vacinas melhoraram; outras tiveram queda

A Vigilância em Saúde informou que houve melhora significativa nas coberturas de Hepatite A Infantil, Meningocócica Conjugada e Febre Amarela ao longo de 2026.

Por outro lado, foi registrada uma discreta queda entre crianças menores de 1 ano nas coberturas de Rotavírus, Pneumocócica Conjugada, Poliomielite e Pentavalente, vacinas previstas para os primeiros meses de vida.

Há também imunizantes e faixas etárias que já ultrapassam a referência de 95%.

O painel fornecido pela Saúde aponta, entre crianças de 1 ano, 109,40% para a primeira dose da Tríplice Viral, 102,56% para o primeiro reforço da Pneumocócica Conjugada e 101,71% para o primeiro reforço da Poliomielite.

Saúde faz busca ativa

Para tentar localizar crianças e adolescentes com doses atrasadas, as equipes de Saúde da Família utilizam informações do prontuário eletrônico, registros das vacinas aplicadas e datas previstas para as próximas doses.

Quando são identificados atrasos, a busca ativa pode envolver ligações telefônicas, contato por aplicativos de mensagens e visitas domiciliares.

Perdeu a campanha? Ainda dá para atualizar

O encerramento da Multivacinação não impede que crianças, adolescentes ou adultos coloquem as doses em dia.

Atualmente, as quatro UBSFs de Ilha Solteira possuem vacinação de rotina:

  • UBSF Maria Ângela Paro de Toledo Barros — Sul
  • UBSF Sylvia Tucunduva da Silva — Norte
  • UBSF José Ernesto Oliveira — Jardim Aeroporto
  • UBSF Bela Vista — Bela Vista

As salas de vacinação funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. O atendimento é realizado por livre demanda, sem necessidade de agendamento.

É necessário apresentar documento de identificação e, caso possua, a caderneta de vacinação.

Segundo a Secretaria, atualmente todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Imunização estão disponíveis no município, embora eventualmente possa haver estoque reduzido de algum imunizante.

A Saúde cita como exemplo a Pneumocócica 20, recentemente introduzida na rede SUS.

A vacinação é uma das principais medidas de prevenção e proteção contra doenças imunopreveníveis. Por isso, mesmo após o encerramento da campanha, é importante que a população aproveite a disponibilidade das salas de vacina para atualizar suas cadernetas. A atualização da vacinação contribui não apenas para a proteção individual, mas também para a proteção de toda a comunidade, ressalta Nayane Soares Pena Iesenco, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde.

Perdeu a caderneta?

Também é possível verificar a situação vacinal mesmo para quem perdeu a caderneta ou não sabe quais doses já tomou.

Nesse caso, a orientação é procurar a unidade de saúde de referência.

As equipes podem consultar registros físicos e eletrônicos disponíveis nos sistemas municipal e nacional para recuperar o histórico e, quando possível, emitir uma segunda via da caderneta de vacinação.

A Vigilância em Saúde orienta que moradores que não participaram da campanha ou tenham dúvidas sobre sua situação vacinal procurem a unidade de referência para verificar quais doses ainda são necessárias.

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