Leishmaniose visceral: o que é, causas, sintomas, tratamentos e como prevenir

Saiba reconhecer os sintomas e prevenir a leishmaniose visceral, uma doença que pode ser grave.
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Foto: IOC/Fiocruz

A Secretaria Municipal de Saúde de Ilha Solteira (SP) informou que a cidade registrou, neste ano, dois casos de leishmaniose humana e causou apreensão na população. Mas, afinal, o que é leishmaniose, o que causa, os sintomas, os tratamentos e como prevenir?

Apesar de pouco conhecida por parte da população, ela pode levar à morte quando não é diagnosticada e tratada a tempo.

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A boa notícia é que o tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e as medidas de prevenção são simples e dependem da colaboração de toda a comunidade.

O que é a leishmaniose visceral?

A doença é causada por um parasita e é transmitida pela picada da fêmea do mosquito-palha, também conhecido em algumas regiões como birigui, asa-dura ou tatuquira, dentre outros.

O mosquito se infecta ao picar cães ou outros animais contaminados e, posteriormente, pode transmitir a doença ao ser humano.

É importante destacar que a leishmaniose não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra, nem pelo contato com cães. A transmissão depende da picada do inseto infectado.

Principais sintomas

Os sinais costumam aparecer de forma gradual e podem ser confundidos com outras doenças. Fique atento aos seguintes sintomas:

  • Febre que dura vários dias ou semanas;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza e cansaço intenso;
  • Diminuição da força muscular;
  • Anemia;
  • Aumento do fígado e do baço, que pode causar inchaço na barriga.

Ao perceber esses sintomas, principalmente, em locais onde há registros da doença, a orientação é procurar uma unidade de saúde o quanto antes.

Quanto mais cedo começar o tratamento, maiores são as chances de recuperação.

O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações, já que a doença pode ser fatal quando não recebe o tratamento adequado.

Como prevenir?

Grande parte da prevenção está relacionada ao combate ao mosquito transmissor. Algumas medidas ajudam a reduzir sua presença:

  • Mantenha quintais sempre limpos;
  • Retire folhas, frutos e matéria orgânica em decomposição;
  • Recolha fezes dos animais regularmente;
  • Dê destino correto ao lixo orgânico;
  • Mantenha os abrigos de animais sempre higienizados;
  • Sempre que possível, mantenha cães e outros animais afastados da residência durante a noite, período de maior atividade do mosquito;
  • Em áreas com maior ocorrência da doença, a aplicação de inseticidas pode ser indicada pelas autoridades de saúde.

Atenção aos cães

Os cães são considerados o principal reservatório da doença em áreas urbanas. Mesmo quando recebem tratamento veterinário e apresentam melhora dos sintomas, eles ainda podem continuar servindo como fonte de infecção para o mosquito transmissor.

Por isso, qualquer suspeita da doença em animais deve ser comunicada ao médico-veterinário ou aos serviços municipais de vigilância em saúde, que orientarão sobre os procedimentos adequados.

Quando procurar atendimento?

Não espere os sintomas piorarem.

Se houver febre prolongada, emagrecimento sem explicação, fraqueza intensa ou aumento da barriga, procure uma unidade de saúde imediatamente.

O diagnóstico precoce salva vidas e aumenta significativamente as chances de cura.

Resumo rápido

  • ✅ A doença é transmitida pelo mosquito-palha infectado;
  • ✅ Não passa de pessoa para pessoa, nem em contato com cães;
  • ✅ O tratamento está disponível, gratuitamente, pelo SUS;
  • ✅ Limpeza dos quintais ajuda a reduzir o mosquito;
  • ✅ O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença.

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