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Suspeito de matar irmã no bairro Ipê é preso em Selvíria; crime foi em setembro

O casal João Marcelino Filho e Ismeire Azevedo foram presos em casa na Selvíria
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Foto: Divulgação/DDM

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ilha Solteira (SP) cumpriu, na tarde desta sexta-feira (28), mandados de prisão temporária contra João Marcelino Filho, 55 anos, e Eliene Ismeire Azevedo, 35 anos.

O casal é investigado pelo homicídio da idosa Auderiza Marcelino Rosa, encontrada morta em setembro, no bairro Ipê. João é irmão da vítima.

A polícia também cumpriu mandados de busca na casa do casal, em Selvíria (MS). Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara de Ilha Solteira.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais localizaram na casa três celulares, um revólver calibre .22 e munições. A arma não tem relação com o crime.

Os investigados foram presos e permanecerão detidos, temporariamente, por 30 dias, período em que deverão ser interrogados. Ele deve ser encaminhado para a cadeia em Três Lagoas e ela para Andradina.

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Segundo a DDM, as prisões temporárias foram decretadas com base no laudo pericial, que confirmou que a morte foi um homicídio.

Ainda de acordo com a delegada Carolina Tucunduva, o irmão e a companheira foram as últimas pessoas a estarem com a vítima no horário da morte.

Além disso, não havia sinais de arrombamento ou qualquer indício que apontasse para a presença de uma outra pessoa na casa.

Testemunhas ainda informaram à polícia que a companheira do irmão não tinha um bom relacionamento com a cunhada.

As investigações prosseguem na DDM de Ilha Solteira, que ainda não divulgou a dinâmica do crime.

O caso

Auderiza, de 70 anos, foi encontrada morta, na tarde do dia 19 de setembro, em sua casa, na Alameda das Primaveras, no bairro Ipê.

Na oportunidade, a Polícia Civil informou que o corpo tinha sido encontrado pelo irmão da vítima, que morava na mesma casa, mas havia saído mais cedo.

A idosa apresentava ferimentos no rosto e na cabeça. Conforme o boletim de ocorrência, no local haviam quatro cães, sendo dois de porte pequeno e dois de porte grande, semelhantes à raça pitbull.

Ainda de acordo com o BO, um deles apresentava marcas de sangue na região do peito e da boca. A polícia apreendeu alguns objetos na casa, entre eles, um enxadão.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Andradina (SP) para indicar a causa da morte e dos ferimentos.

Inicialmente, o caso foi registrado como morte suspeita, já que a hípote era de que ela teve um mal súbito e, em seguida, foi atacada por algum animal.

Entretanto, o laudo de necropsia revelou que Auderiza foi atingida por golpes na cabeça. Os ferimentos no rosto também indicaram sinais de agressão, incompatíveis com mordidas ou arranhões de um cachorro, como se cogitava no início das investigações.

Em outubro, a Polícia Civil passou a investigar o caso como homicídio.


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