A Justiça de Ilha Solteira (SP) marcou para 24 de agosto, às 9h, o júri popular de Jean Gomes de Menezes Santana. Ele é acusado de matar a ex-namorada Maria Júlia Martins Quintino da Silva, em abril de 2018, no Passeio Batalha, na Zona Norte da cidade.
Conforme decisão da juíza Elisa Leonesi Maluf, da 1ª Vara, a sessão do Tribunal do Júri será presencial, mas com restrições devido à pandemia do coronavírus.
Somente terão acesso ao Plenário do Júri os juízes, promotores, jurados, partes, defensores públicos, advogados, auxiliares da Justiça e testemunhas do processo, bem como os servidores e agentes de segurança necessários à realização do ato.
Jean Gomes é réu no processo por homicídio qualificado por razões da condição do sexo feminino (feminicídio), mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, por motivo fútil e com emprego de meio cruel.
De acordo com as investigações, Maria Júlia estava indo para a faculdade, ela era estudante da Unesp de Ilha Solteira, quando foi surprendida por Jean ainda na esquina de casa.
Jean matou Maria Júlia com 35 facadas e fugiu levando a arma do crime. Na fuga ele ainda passou em uma fazenda onde o pai trabalhava e depois seguiu para Pereira Barreto (SP), onde acabou preso no dia seguinte.
Desde então, ele está preso preventivamente na Penitenciária de Tremembé.
Caso Maria Júlia
Maria Júlia, de 17 anos, foi atacada, no dia 9 abril de 2018, por Jean, seu ex-namorado, na esquina da viela onde morava com colegas de faculdade, no Passeio Batalha, Zona Norte de Ilha Solteira.
Ela seguia para o campus II da Unesp, onde cursava Zootecnia, quando foi surpreendida pelo ex-namorado, que a atacou com uma faca.
Desesperadas, colegas ainda tentaram socorrer a jovem universitária, mas Maria Júlia não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Exame no corpo da vítima apontou 35 facadas. O crime causou grande comoção na comunidade unespiana, que fez vigília em frente à Delegacia de Polícia.
Jean fugiu de carro levando a faca utilizada no crime. O carro foi encontrado horas depois em uma fazenda, mas ele conseguiu fugir.
Jean foi preso pela Polícia Militar dois dias depois, em Pereira Barreto (SP), quando tentava pegar carona.
Na chegada a Ilha Solteira, uma multidão aguardava pedindo por justiça. O ex-namorado acabou confessando o crime.
Maria Júlia foi enterrada em General Salgado (SP), no dia 10 de abril de 2018, na presença de familiares, amigos e colegas da faculdade.