Edson Gomes (PP) entrou com uma ação de cobrança na justiça para receber R$ 812.484,61 em salários de prefeito de Ilha Solteira (SP). Os advogados do político alegam que os subsídios são “devidos e não foram pagos”.
A ação cobra da Prefeitura os salários do período de abril de 2017 até novembro de 2019, quando Edson Gomes esteve preso preventivamente por seis meses e depois afastado das funções públicas por determinação da justiça.
Os advogados alegam que nesse período, seu filho e vice-prefeito Otávio Gomes (PSDB) recebeu vencimentos brutos da ordem de R$ 636.520,89 e que deveriam ter sido pagos também e de forma integral a Edson Gomes.
Pai e filho foram eleitos em outubro de 2016, mas, em 28 de novembro do mesmo ano, Edson Gomes teve a prisão preventiva decretada. O político conseguiu fugir e permaneceu foragido por quatro meses.
Para não perder o cargo de prefeito, se entregou à polícia no dia 28 de março de 2017 e tomou posse, sendo preso logo em seguida. Gomes ficou preso seis meses, até que em 3 de outubro, um habeas corpus soltou o prefeito.
Entretanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu algumas condições para manter Edson Gomes em liberdade e uma delas era o afastamento do cargo de prefeito de Ilha Solteira.
Em setembro de 2019, Edson Gomes foi condenado pelo STJ e o trânsito em julgado saiu em novembro daquele ano suspendendo seus direitos políticos, o que levaria à perda do cargo.
Na ação de cobrança, o ex-prefeito solicitou assistência judiciária gratuita, pois “aquilo que recebe é insuficiente para garantir seu sustento e o de sua esposa”, informa a ação.
O processo tramita na 2ª Vara Judicial de Ilha Solteira, sob a responsabilidade do juiz Jamil Nakad Jr. Os prazos do processo estão suspensos. Caberá ao município, comandado pelo filho, recorrer da ação de cobrança proposta pelo pai.